Arquivo de Fevereiro de 2008

15 de Fevereiro de 2008

Persépolis:

Postado em Agenda. por sophrosyne.hybris@gmail.com

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Pré-Estréias Sexta (15/2) e Sábado (16/2) às 21h no Estação Botafogo.

14 de Fevereiro de 2008

Valentine’s day.

Postado em Diarices. por sophrosyne.hybris@gmail.com

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I don’t have to sell my soul
he’s already in me

14 de Fevereiro de 2008

Fine

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

“um riso sem um
rosto (um olhar
sem um eu)
cuida

do (não to
que) ou
desaparec
erá sem ru

ído (na doce
terra) &
ninguém
(inclusive nós

mesmos)
relem
brará
(por uma fra

ção de
um mo
mento) onde
o que como

quando
por que qual
quem
(ou qualquer coisa)”

e. e. cummings

14 de Fevereiro de 2008

Sobre Macaé

Postado em Verborrágica. por sophrosyne.hybris@gmail.com

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Espalhei as fotos pela cama. As fotos: pequenos pedaços de um passado que preciso me esforçar para reconhecer como meu. Sim, eu já fui sozinha. E não posso dizer que sinto saudade – até porque saudade é um termo que não existe fora da nossa realidade. Nossa. Minha e sua. Só nas nossas separações de dois dias (ou dois milímetros), aprendi o significado de saudade que, nas páginas do dicionário, é “uma mistura de lembrança e desejo”.

Todas as quartas-feiras você é pijama jogado no canto da cama, sem vida, e eu tomo café sozinha. A casa responde com goteiras por todos os lados e rachaduras nas paredes – estamos desmoronando. Os minutos vão se repetindo: eu e o livro, eu e a música, eu e o almoço, eu e a janela, eu e o sono, eu e o jantar…

Só os seus telefonemas me chamam à realidade. Você, do outro lado da linha, está feliz com as suas aulas, as suas crianças e a sua falta de tempo para pensar. E eu, deste lado da linha, me culpo por não me sentir feliz por você e falo sobre a cachorra que, embora ainda não tenha chegado, já faz parte da casa; a planta que – fica tranqüilo – eu não esqueci de regar; a vizinha que, veja só, estava ouvindo Stone Roses – our love, girl, is going through changes… I dont know if I’m alive, dead, dying or just a little jaded. Someone throw me a line – You know I need it, I need it bad.

 

 

Perdi o meu coração em outra cidade.

13 de Fevereiro de 2008

24.05.98

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

11 de Fevereiro de 2008

Araki

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

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Björk por Araki

Quinhentos e quarenta páginas de fotografias: uma espécie de resumo do trabalho de Nobuyoshi Araki publicado pela Taschen. Dentre eles, as séries Sentimental Journey (fotografias da esposa durante a lua-de-mel) e Winter Journey (fotografias dos últimos dias da esposa – à primeira vista, a imagem da mulher ornada de flores dentro de um caixão parece bizarra, mas através dela Araki nos faz refletir sobre a impermanência da carne), além das já conhecidas séries de mulheres nuas e Tóquio – uma espécie de diário dos seus desejos – e retratos como os da cantora Björk.

 

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Photography is love and death – that’ll be my epitaph.” Araki.

Conheci o trabalho dos fotógrafos Nobuyoshi Araki e Nan Goldin em 2006, mas só em 2008, quando fiz um curso complementar sobre Fotografia & Artes Plásticas, pude me aprofundar em suas obras. Nan Goldin começou fotografando as pessoas à sua volta com o objetivo de materializar lembranças.

 

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‘‘Eu comecei a tirar fotos devido ao suicídio da minha irmã. Eu a perdi e tornei-me obsessiva com a idéia de nunca mais perder a lembrança de alguém.’’ Nan Goldin.

 

O objetivo de Nan não é diferente de uma mãe que resolve fotografar todos os aniversários dos filhos, afinal todos nós – profissionais ou não – já usamos a máquina fotográfica como caixa de lembranças. E isso me levou a perguntar: por que raios o trabalho dela é tão especial? A diferença está no em torno e nos olhos de quem aperta o botão: os amigos dela, em geral, travestis e viciados, faziam parte de um mundo que nunca havia sido retratado de forma tão verdadeira – e não poderia ser diferente, já que ela fazia parte dele. Não há poses, nem cenários meticulosamente arquitetado e, justamente por isso, as fotos me lembram a idéia do “monólogo interior” na literatura, ou seja: um discurso sem interlocutor através do qual um personagem exprime os seus pensamentos mais próximos do inconsciente, anteriores a qualquer organização lógica, em seu estado original e, portanto, as frases são diretas e reduzidas à sintaxe mínima – o que faz um paralelo direto com as fotos de Nan que, em geral, são feitas com câmeras comuns (daquelas que podem ser encontradas em qualquer esquina) e sem nenhuma preocupação com a técnica.

Nan e Araki foram importantíssimos na formação do que seria a estética da fotografia nos anos 90 e a afinidade entre os seus trabalhos gerou, inclusive, um livro feito a quatro mãos: Tokyo Love. Mas, folheando o livro do Araki, pude perceber que existe uma grande diferença entre o trabalho dos dois: ele se preocupa em fetichizar os corpos fotografados; enquanto ela parece querer aprisionar apenas o ato, de forma natural. O sexo de Nan beira a inocência.

4 de Fevereiro de 2008

O Universo de Jacques Demy

Postado em Agenda. por sophrosyne.hybris@gmail.com

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Começa na quarta-feira de cinzas (6), no CCBB, a mostra O Universo de Jacques Demy, com cinco filmes e um documentário sobre ele realizado por sua mulher Agnès Varda.

Finalmente um bom motivo para sair de casa.