Arquivo de Março de 2008

13 de Março de 2008

Amanhã:

Postado em Agenda. por sophrosyne.hybris@gmail.com

2000196183_802e41d1ac.jpg

Can’t you see what you’ve done to my heart, and soul?

9 de Março de 2008

Exercícios Urbanos

Postado em Diarices. por sophrosyne.hybris@gmail.com

logo_home1.jpg

Sou uma das ganhadoras do concurso Exercícios Urbanos do Portal Litera!

6 de Março de 2008

Convivência:

Postado em Diarices., Verborrágica. por sophrosyne.hybris@gmail.com

671.jpg

Deveria ter engolido a verdade que, num movimento contrário ao da cerveja, me saiu pela boca. Como diria Raduan Nassar: “a maior aventura humana é dizer o que se pensa”.

6 de Março de 2008

Leitores & Ladrões:

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

2311086946_12c86abb5f.jpg

Acompanhem a série no Flickr da Endie.

4 de Março de 2008

“A coleira do cão”

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

rubem_fonseca.jpg

Outro dia é preciso dizer que numa mesa de bar comentei que não acreditava na existência do Escritor Rubem Fonseca, pois nunca tinha visto nenhuma foto dele. Bom, a brincadeira rendeu e um amigo, provando que Fonseca realmente existe, me enviou esta foto.

4 de Março de 2008

Sobre ser jornalista

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

“Naquela casa, naquele quarto, eu trazia guardadas as coisas que me acompanhavam desde os cinco anos de idade. Eu não escrevia em outro lugar que não fosse o meu quarto porque fora dele eu não sabia escrever. A vida foi me dando porradas, me dando, até que aprendi a escrever em qualquer canto. Sem precisar de casa ou de quarto. Qualquer boteco é lugar para escrever quando se carrega a gana de transmitir. Gana é um fato sério que dá convicção”.

 

Estou lendo (e adorando) João Antônio e aprendendo a “tornar comum”.

2 de Março de 2008

Gato & Gata:

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

tira42.gif

2 de Março de 2008

Polaroid

Postado em Verborrágica. por sophrosyne.hybris@gmail.com

blossom.jpg

 

A rotina começa a pingar nos meus olhos e, pouco a pouco, os lugares e as pessoas vão desbotando, até que: invisíveis. No elevador, cumprimento o meu vizinho, a minha mãe, o meu chefe, tanto faz. São sempre uns rostos incompletos, rascunhos de pessoas, e as suas falas ensaiadas: jevaistrèsbienmercijevousenprie. Às vezes, tenho a sensação de que estou desbotando também e, por isso, evito me olhar no espelho. Não quero ter de lidar com o nada que sou… Eu?

A cidade, tão cinza, parece uma extensão de mim. Chove. E, no entanto, as crianças jogam bola na pracinha – estão completamente enlameadas, mas, para elas, isso é apenas um detalhe sem importância. Gostaria de me importar menos com os detalhes; de ser como menino diante do goleiro. Gol. No ponto de ônibus, uma mulher tentava se proteger com uma sacola de compras na cabeça, ao lado dela, o vendedor de balas; o mesmo vendedor de balas de quando eu era criança. Aqui, só se somam as rugas, enquanto as pessoas permanecem no mesmo lugar: o vendedor de balas, a dona da mercearia, os velhos que, em dias ensolarados, jogam xadrez na praça. E eu. Nos limites do bairro, não importa o sexo, a idade e o nome: ninguém tem identidade. Mas: o meu ônibus.

No Centro, o cheiro de mijo me lembra que é carnaval. Alguns foliões ainda desfilam, bêbados, pelas ruas, impedindo os carros de passarem – as pessoas, nessa época do ano, perdem a noção dos limites; as máscaras e as fantasias estimulam a liberação do outro que mora dentro deles. A máscara é a poção e então: Mr Hide. Se um desses putos sem mãe vier jogar espuma de barbear no meu cabelo, acabo com ele. Estando bêbado, não vai ser tão difícil assim. Sempre carregava um punhal na bolsa – uma das poucas heranças da minha vó. Sozinha. Sempre sozinha. Precisava me defender. De certa forma, me sinto culpada por pensar assim; por carregar todo esse ódio aqui dentro. Gostaria de me importar menos com os detalhes; de ser como as cabrochas de carnaval.

Não tinha fila: ingresso, troco, a moeda cai no chão, pego de volta, piso numa poça d’água, merda, molhei a meia do pé direito, peço para o pipoqueiro acender o meu cigarro, fumo, enquanto espero dar a hora, fumo e olho o casal de namorados se beijando embaixo do guarda-chuva, ela parece incomodada com as pessoas que, de longe, acompanham o movimento dos dois, ele parece querer descer a mão até a bunda dela, puto, a hora, já vai começar, entro, as cortinas vermelhas se abrem, ao mesmo tempo em que o relógio, daqueles antigos, desperta, o meu coração dispara, é sempre assim, o cinema me emociona, ai, mas esse cheiro, falta de ar, respiro fundo, respiro fundo, sinto nojo do cara que está sentado ao meu lado, ele fede a suor, a um suor que entranhou na pele, a um suor que nasceu com ele, aquele cheiro é ele.

Trecho do meu primeiro romance.

1 de Março de 2008

Fala, João:

Postado em Estante. por sophrosyne.hybris@gmail.com

Toda noite, duzentos milhões de pessoas sonham em português.

 

 

Do documentário Língua - Vidas em Português.