Arquivo de Abril de 2008

30 de Abril de 2008

Escritoras Suicidas.

Postado em Degraus. por takemypicture@uol.com.br

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Desenho: Mika Lins. 

Edição 25 no ar.

30 de Abril de 2008

Veja bem [2],

Postado em Estante. por takemypicture@uol.com.br

“Pessoas freqüentemente agem, conscientemente, contra os seus próprios interesses. (…) Em geral, podemos observar que estes dois princípios (as paixões calmas e as violentas) operam sobre a vontade. Quando eles se opõem, um deles prevalece, segundo o caráter geral ou a disposição presente da pessoa. O que chamamos de força de vontade indica o prevalecimento das paixões calmas sobre as violentas. Contudo, é fácil de se ver que não há pessoa alguma que seja capaz de fazer com que estas paixões calmas sempre prevaleçam, e que nunca tenha aquiecido às solicitações das paixões violentas”.

Hume

30 de Abril de 2008

“Já somos o esquecimento que seremos”

Postado em Verborrágica. por takemypicture@uol.com.br


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Uma mão no volante e a outra para fora do carro. Fumando. Não te falei, mas: o filtro agora é vermelho. A chuva cai em pingos grossos e, no rádio, Chet Baker é o amigo mais próximo. Jogo o cigarro na rua e fecho a janela.

Estou parada num trânsito paulista enquanto a vida segue, bêbada, do lado de fora do vidro: a mulher de guarda-chuva xadrez atravessa a rua em direção à Lagoa, o entregador da farmácia tenta, com a sua bicicleta, passar entre os carros e quase leva o meu retrovisor, o vendedor de biscoito Globo se cobre com um pedaço de plástico e… Sinal verde.

Do lado de dentro do vidro: a minha angústia. Não te falei, mas: angústia é uma espécie de pré-medo – para a angústia se tornar medo, é preciso que ela deixe de se apoiar apenas em suposições.

Na minha boca, a angústia vira medo: pronuncio, em três idiomas, aquela pergunta. E, em silêncio, aguardo a resposta, que nunca.

Quero calar completamente, como as ruas, as datas e a chuva.

29 de Abril de 2008

I’m just

Postado em Diarices. por takemypicture@uol.com.br

bad news.

26 de Abril de 2008

Veja bem,

Postado em Estante. por takemypicture@uol.com.br

“Nada é mais comum em filosofia, e mesmo na vida diária, do que se falar do combate entre a paixão e a razão, dando-se sempre preferência à razão e afirmando-se que só seremos virtuosos se nos conformarmos aos seus ditados. Toda criatura racional, dizem, é obrigada a regular suas ações pela razão; se outro motivo ou princípio desafia a direção de sua conduta, ele deve opor-se a ele até que seja inteiramente controlado, ou, pelo menos, até que seja forçado a se conformar àquele princípio superior. A maior parte da filosofia moral antiga e moderna parece basear-se neste modo de pensar: não há campo mais amplo para argumentos metafísicos, bem como para declamações populares, do que esta suposta preeminência da razão sobre a paixão. A eternidade, invariabilidade, e a origem divina da razão têm sido apresentadas na melhor luz possível; a cegueira, inconstância, e enganosidade da paixão têm sido também apregoadas insistentemente. Para mostrar a falácia de toda esta filosofia, esforçar-me-ei por provar, primeiro, que por si só a razão nunca pode se constituir um motivo para uma ação da vontade; e, segundo, que ela nunca pode opor-se à paixão, na direção da vontade”.

Hume

24 de Abril de 2008

Rá.

Postado em Estante. por takemypicture@uol.com.br

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22 de Abril de 2008

Feriado.

Postado em Diarices. por takemypicture@uol.com.br

Eu confundo dialética com delícia.

20 de Abril de 2008

Comprei

Postado em Estante. por takemypicture@uol.com.br

o Pesadelo Refrigerado do Henry Miller por 10 reais, no saldo de livros novos do Sebo dos Gatos.

“O jovem que mostra sinais de se tornar um artista plástico é visto como um maluco, ou então um incômodo vazio sem e valor. Tem de perseguir a sua inspiração à custa de fome, humilhação e ridículo. Só consegue ganhar a vida com sua vocação produzindo o tipo de arte que despreza”.

Página 143.

18 de Abril de 2008

Se

Postado em Diarices. por takemypicture@uol.com.br

existisse um teste “Qual a função da linguagem você é?”, eu seria a conativa. Certeza.

 

 

18 de Abril de 2008

É.

Postado em Diálogos. por takemypicture@uol.com.br

– Mas você não tem que entender a filosofia; tem que permitir que a filosofia te habite.