Adivinhações

O despertador tocando às 6 da manhã de sábado era tão inadequado quanto… eu e ele. Queria poder olhá-lo, nos olhos, mas o meu corpo inteiro rangia, como se fosse desmontar. E, então, o ridículo: um tropeço e o chão.
Uma mão estendida, um sorriso cúmplice, um olhar que reconhecia o trágico daquele momento. O tropeço que me deixou nua diante dele; que mostrou quais eram as minhas intenções e, ao mento tempo, transformou-as em cinzas.
De repente, escutei uns versos, parecia mesmo uma alucinação, o amor é uma espécie de seleção natural, o amor é uma espécie de seleção natural. Então eu, borboleta vermelha, não conseguiria me camuflar pousando num tronco de árvore. Estaria sempre exposta e, muitas vezes, no chão.
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