2 de Agosto de 2008

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Postado em Verborrágica. por sophrosyne.hybris@gmail.com


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No meio da noite, pesadelo expressionista: coração batendo forte e o diabo do casaco vermelho chamando a atenção de todos para mim – o meu maior medo é estar no centro; é caminhar para o centro.

A incapacidade de falar, pensar e respirar vem ao longo do dia. Sem ar. Quase afogada. A rotina é constituída desse líquido em que estou inserida; desse líquido que entra pelas narinas e me entorpece. É preciso se agarrar a alguma coisa: – Ao amor, ele disse. Mas eu não consigo amar uma única pessoa ou coisa; não tenho foco. Tudo o que sinto se pulveriza antes de se solidificar. É como chuva. Mar. Ou qualquer outra coisa de natureza parecida. Lágrimas talvez.

E, olhando para os lados, percebi que não estou só: estamos todos deslizando – plano inclinado. Sempre na mesma direção e sentido. Pernas, braços e cabeças que se misturam: monstro de gentilezas padronizadas. Descendentes. Decadentes. Patéticos.

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