9 de Outubro de 2008
Niterói
Terça-feira. 19h. Ponte parada. Olhei pela janela do ônibus e, cruzando a Baía, um pequeno barco. A luz, exausta, iluminava apenas a proa – visto de cima, parecia se misturar ao mar. Barco sem fim.
Abaixo do vão central, a noite engoliu o barco. E eu, encostada no banco, permitia que as lembranças daquela manhã segurassem as minhas mãos. Como poderia recomeçar sem horror? Como poderia viver?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.
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