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A mostra Nova Arte Nova chegou ao CCBB com a promessa de ser um panorama da nova geração de artistas brasileiros. São 100 obras de 57 artistas, que – ao contrário do título da mostra – revelam a equivocada intenção de quebrar paradigmas já quebrados, além de estarem impregnadas de uma estética ultrapassada.
“Há 40 anos se vê a mesma coisa. Houve uma primeira vanguarda, cujo ponto culminante foi o dadaísmo, em 1916; depois, ensaiou-se uma segunda vanguarda, a partir dos anos 50 e 60, que de alguma maneira reorganizou elementos que já existiam, mas agregou pouca coisa nova. Hoje ocorre uma diluição do que já foi feito no princípio do século passado. A transgressão virou coisa oficial. O artista transgressor é o acadêmico de hoje. Existe uma arte oficial, que não admite contestação”, afirma o poeta Affonso Romano de Sant’Anna.
Jean Clair, curador de mostras de Marcel Duchamp, insiste na necessidade de se quebrar a Lei do Silêncio – diante de certas obras de arte que não lhes dizem nada, as pessoas acabam por silenciar, achando que a culpa é delas. São sufocadas pela premissa de que “se não gostaram, é porque não entenderam”. Não acredito que a fruição estética exija apenas entendimento; exige um espírito livre e sensível. Quem está apto a sentir, está apto a exercer sua “cidadania estética”, dizendo do que gosta e do que não gosta. A parede de uma galeria de arte não é capaz de legitimar uma obra, de transformar lixo em genialidade.
No entanto, a mostra traz também alguns trabalhos interessantes, como os de Carlos Contente (foto) – artista conhecido por seus trabalhos com auto-retrato de “Contente”, uma espécie de personagem autônomo e homônimo do artista. Nem tudo se resume a tentativa de ressuscitar os “ismos” afinal.
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Rabugices. por
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Vontade de escrever de forma clara, jornalística, linguagem referencial, para ver se, desta forma, me faço entender. “Fazer da vida uma obra de arte”, ele insistia em me dizer. Rá. Para acabar incompreendida. Execrada. Rotulada. Leni Riefenstahl. Céline. Você.
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Verborrágica. por
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Pensar no mundo, em tudo aquilo que eu não conheço do mundo, faz com que as minhas mãos tremam. É melhor pensar que o (meu) mundo é apenas aquilo que conheço: essas ruas do Rio, sempre as mesmas, sempre magras e tristes. O meu mundo é a minha rotina e nela não há companhia constante – as pessoas me atravessam e, de repente, não mais.
Os sorrisos e os corpos vão lentos. Que calor! O chão da varanda está coberto de restos da noite anterior. Descalça, acabo pisando numa ponta de cigarro. Não sinto.
Blindagem,
muro,
sangue-lodo.
Em breve, não haverá quem me atravesse. Então, que seja só.
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Uma das mais famosas tragédias da construção civil universal foi a queda da ponte Tacoma Narrows. Uma ponte de 1600 metros que entra em ressonância de torção graças a rajadas de vento de aproximadamente 70 km/h. Ressonância é a tendência de um sistema mecânico de absorver mais energia quando a frequência de suas oscilações se iguala a frequência de vibração natural do sistema - também conhecida por frequência ressonante - provocada por um agente externo. No caso de Tacoma, o vento provocou a vibração dos cabos de sustentação da ponte em seu modo fundamental. Os cabos (aqui considerados externos ao corpo da ponte) é que forneceram energia para que o corpo da ponte entrasse em ressonância.
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O meu coração é ponte em ressonância, um dia: crac!