30 de Dezembro de 2008
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Será que o IP 201.65.46.226 vai continuar me visitando DUAS vezes por dia em 2009?
(…) na primeira oportunidade, ele fará exatamente a mesma coisa que produziu a ruptura, até com mais ousadia, munido da consciência secreta da sua imprescindibilidade.
Beijonocorazón,
30 de Dezembro de 2008
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Ele tentou me avisar, gritou e até me segurou pelo braço. Em vão. Naquele momento, eu queria – e precisava – quebrar. 2005. Três anos. Tudo aquilo parece tão estranho e distante, que quase não consigo acreditar que aquelas meninas brigaram tanto dentro de mim.
Em maio, eu era jovem o suficiente para achar que sabia tudo. Um pouco depois, em dezembro, eu era velha o suficiente para sacrificar qualquer coisa; inclusive, a minha vida, saúde e algum resquício de verdade que coubesse dentro de mim. Na virada do ano, eu não era nada. Sim, porque ser alguma coisa, em 2005, dependia unicamente do olhar dele.
Que bobagem! Se eu, ao menos, tivesse entendido a frase que li ainda menina, estaria salva – de mim e dele. Pois, que seja agora, em 2009, o completo entendimento das palavras de N.: “o forte tem que se proteger do fraco”.
Por assepsia, então, deixo os fracos em 2008.
30 de Dezembro de 2008
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Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
30 de Dezembro de 2008
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“que toda relação de amor se transforme infinitamente”, dizia Domingos de Oliveira num restaurante do Baixo Gávea. Ao lado dele, a ex-namorada, a amiga com quem teve um caso rápido, a esposa e um de seus ex-namorados. Tudo parecia muito natural: uísque e aqueles mesmos papos sobre “o livro do Dostoiévski que ela está relendo”. O mundo, vivido deste jeito, se torna menos cruel.
As barreiras que separam início e fim, vida e morte, juventude e velhice, cedo e tarde são construídas de acordo com a sociedade, cultura, histórico pessoal e tantas outras variáveis, que me fazem lembrar de equações não-lineares, previsão do tempo e Teoria do Caos.
Acredito que começo e fim sejam imísciveis. E, portanto, todo fim pressupõe um recomeço, “para que a vida se torne menos cruel”. Nunca deixei de amar as pessoas que, de alguma forma, se tornaram parte de mim – acaricio o meu passado como quem acaricia alguém que está dormindo.
Mas, se o carinho se torna solavanco, o passado desperta. E, ao abrir os olhos, rejeita a nova realidade. O espaço novo parece cada vez menor, cada vez menor… Num jantar como o da ‘família’ de Domingos, as pessoas seriam esmagadas por paredes, cadeiras e, é claro, por outras pessoas sedentas por espaço.
Talvez este comportamento territorialista seja coisa de jovens, que insistem em “transformar a vida numa coisa cruel”. Talvez envelhecer seja o nosso único remédio.
25 de Dezembro de 2008
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The way l feel, l don’t know
if l’ll ever write again
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l know what to write,
but not how to write it
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lt’s called a crisis,
it’s very common among writers today
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But in my case,
it’s affecting my whole life
+++
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l’m happy to observe things
without having to write
22 de Dezembro de 2008
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Passando pela praia de Copacabana: um arco-íris. Pode parecer bobagem, mas acredito que seja um indício de que 2009 será um ano muy belo.
15 de Dezembro de 2008
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14 de Dezembro de 2008
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“Essa busca pela abstração é uma parada muito fascinante. Várias coisas”.
Marcelo Camelo falando sobre – pordeus! – física em entrevista à revista Serafina.
8 de Dezembro de 2008
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Ecoam passos na memória
Ao longo do corredor que não seguimos
Em direção à porta que nunca abrimos
7 de Dezembro de 2008
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Em breve, a Galeria 3 vai disponibilizar algumas fotos minhas para compra.