22 de Abril de 2009
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Ignorando completamente a pilha de livros para a faculdade, comecei a ler Iniciais BB. Se você estivesse aqui, eu diria: lembra de quando vimos o documentário sobre a Brigitte Bardot e eu quis, desesperadamente, o livro? – pois é, tudo em mim é assim, urgente.
“Como todos os grandes tímidos, a insolência e a agressividade sempre foram os meus melhores escudos, e a minha arrogância, muitas vezes, escondeu uma vulnerabilidade atroz”.
“Dessa decepção o que me restou foi um caráter forte e fragilidade de quem vive como quem chega a uma festa para qual não foi convidado”.
12 de Abril de 2009
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Cena do filme Vocês, Os Vivos
Pela janela do táxi, via a metade da Praia de Botafogo, a metade dos prédios da Marquês de Abrantes (ou seria Senador Vergueiro?), a metade do Palácio do Catete; a metade de mim e de tudo o que sinto.
Continuo te procurando para comentar algum detalhe do filme, da aula de Realidade, da Veja; algum detalhe de nós. Continuo te procurando, como um aleijado que ainda sente o membro amputado doer. Continuo te procurando nas palavras daquele maldito cartão de Natal, que dizia: “independente da distância, sou seu”.
Sinto que os meus amigos perceberam que, definitivamente, estou para além da loucura habitual. É cada vez mais difícil encenar o teatro da normalidade, conviver com esse desespero que não me mata. Sinto que os estranhos íntimos se divertem com a tristeza que, apesar do meu sorriso insistente, transborda. Sinto que estou perto de
Não
Agüentar.
11 de Abril de 2009
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“O Fim”, curtinha que eu filmei em 2007, foi incluído no DVD Oçapse, coletânea do trabalho de vários artistas visuais. Quem quiser ver os filmes em tela grande, conversar e tomar um vinho, está convidado:

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9 de Abril de 2009
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1994.
5 de Abril de 2009
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Sofia Coppola se separou de Spike Jonze, em 2003, por “diferenças irreconciliáveis”. Fico imaginando o que isso, de fato, significa.
4 de Abril de 2009
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Sonhei com imagens do Pierre Molinier e Andre Kertesz – de fato, Bataille está para além do Breton e da obviedade, como referência, de Cronenberg e Lynch; Bataille trouxe ligações imagéticas inesperadas e perturbadoras.

Andre Kertesz

Pierre Molinier
2 de Abril de 2009
A afinidade das imagens de Hans Bellmer com as palavras de Georges Bataille está para além da estética surrealista: parecem ter nascido do mesmo processo catártico.
Cada linha de Bataille poderia ser traduzida, na íntegra, pelas imagens de Bellmer – foi a impressão que tive ao terminar A História do Olho. Fazendo uma pequena pesquisa, descobri que uma das edições do livro de Bataille saiu com ilustrações do Bellmer. Meu reino por esta edição.
As obras de Bellmer e Bataille não pretendem apenas dar vazão ao erotismo: as bonecas monstruosas de Bellmer foram criadas para se opor a harmonia do corpo humano celebrada pela retórica racista do nazismo; já Bataille pretendia difundir em sua obra a idéia de que a constante acumulação conduz a morte.

Hans Bellmer
“O tempo transcorrido desde que abandonamos o mundo real, constituído pelas pessoas vestidas, estava tão distante que parecia fora de nosso alcance. Essa alucinação pessoal se desenrolava agora com a mesma falta de limites que o pesadelo global da sociedade humana, por exemplo, com a terra, a atmosfera e o céu”.
Georges Bataille
1 de Abril de 2009
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People are fragile things, you should know by now
Be careful what you put them through
It breaks when you don’t force it
It breaks when you don’t try