20 de Julho de 2009
Just like any other street
A cidade tão cinza quanto a minha vida e os meus textos. Frio. Fecho o casaco e enfio as mãos nos bolsos. Domingo, quase 22h, quase meu aniversário. Merda. Começo a andar mais depressa. Paro no cruzamento entre a Voluntários e uma daquelas vielas. Postes enfileirados, alguns apagados, ninguém na rua, domingo. Não tenho motivos para ter pressa. Não tenho para quem voltar. Não existem braços esticados. Não existe amor. Não existe nada. Não existe teto, parede, janela, porta: é só chão. Então começa a chover – em mim e na Volutários; em mim, que sou como a Voluntários num domingo qualquer: escura, vazia e sem fim.
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Diarices
