Show me from behind the wall
A Internet é um simulacro da realidade; é uma sombra manipulada daquilo que somos. E, quando decidimos quais adjetivos serão projetados (e de que forma), acabamos criando a criatura que nos representa. E nos habita. The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde.
No entanto, conhecer a criatura não é conhecer o criador. E quem poderia afinal conhecer o criador? Se nem ele próprio. Quando estudei física, era comum ouvir alguns colegas fazerem piadas com outras ciências “menos exatas”, como a psicologia. Claro: o objeto de estudo da psicologia, em constante mutação, não pode ser apreendido com a mesma facilidade que uma bola de aço. Não somos exatos. Do Homem, se obtém apenas recortes de realidade. Fotografias.
Ah, mas existe a questão da essência; aquilo que, se retirado, nos impediria de existir; aquilo que repousa sob as aparências. Mas é possível apontar a essência de um indivíduo a partir do que lemos e vemos aqui na virtualândia? Tanta pretensão, nem o nosso esforçado psicólogo, Freud, explica.
Beijos (meus e do Caê:
You don’t know me
Bet you’ll never get to know me
You don’t know me at all
Feel so lonely
The world is spinning round slowly
There’s nothing you can show me)
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