Tokyo undressed
http://tokyoundressed.blogspot.com/ (Dica do Leo)
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O leite, o sentimento, a bruta, esfera, o fim, o jeito, o medo, o beijo, o vero, o ero, o raro
O falo, o dado
O olho tosco, o rosto, sopro, gosto ruim
O dado, o olho tosco, o rosto, solto ruim
Tudo bem: o mundo me acha maluca. Agora passo a concordar: – Estou vendo coisas! Da janela do trabalho, vejo gente conhecida bebendo e se divertindo. Gente do passado. Enquanto isso, na last.fm, rola “I am over it”. A vida tá de brinks.
Será que o IP 201.65.46.226 vai continuar me visitando DUAS vezes por dia em 2009?
(…) na primeira oportunidade, ele fará exatamente a mesma coisa que produziu a ruptura, até com mais ousadia, munido da consciência secreta da sua imprescindibilidade.
Beijonocorazón,
“Essa busca pela abstração é uma parada muito fascinante. Várias coisas”.
Marcelo Camelo falando sobre – pordeus! – física em entrevista à revista Serafina.
Vontade de escrever de forma clara, jornalística, linguagem referencial, para ver se, desta forma, me faço entender. “Fazer da vida uma obra de arte”, ele insistia em me dizer. Rá. Para acabar incompreendida. Execrada. Rotulada. Leni Riefenstahl. Céline. Você.
Segundo ela, todo mundo já havia percebido… Então, recomendou que eu fumasse mais… Treze, trinta, trezentos e trinta e três vezes ao dia… Trezentos e trinta três? Se fumasse tanto, o câncer viria antes da melhora do meu humor… Então, por favor, a receita azul… Dobre a dosagem… Sem escândalo… Em algumas semanas, tudo resolvido! Não preciso cultivar a tragédia da minha família – o ódio e a sua problemática… As mãos no teclado: oduio, ódip, pfio… As mão: temem-tremem… E o motivo é sempre o mesmo: incompetência – minha e dos outros.
A senhora admite que a loucura une toda sua obra. “Loucura” sintetiza sensibilidade, percepção, forma de expressão diferente do convencional?
É tudo isso sim, mas também é um desequilíbrio total, um desarranjo. É horrível ser louco. Meu pai foi esquizofrênico paranóico e ele sofreu muito. As pessoas fantasiam muito com a loucura, ficam imaginando só um lado poético, genial de ser louco. Mas não é só isso. Padecer de loucura é terrivelmente doloroso. E não sei até onde a loucura garante a boa qualidade de sensibilidade ou percepção de alguém. O mundo teve loucos geniais, Nietszche, Nijinsky, tantos outros. Mas teve os horríveis. Hitler também tinha uma sensibilidade diferente do convencional, mas era um carniceiro monstruoso. E também deve ter muito louco chato, maluco mesmo, como acontece com todo o mundo.
Trecho da entrevista de Hilda Hilst ao Scream & Yell.
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Estou cansada, cansada.
É impressionante constatar que, de uns tempos pra cá, a loucura virou sinônimo de talento – em especial, nas artes. É preciso adquirir algum transtorno para, então, alcançar a salvação no ato de criar. Acho esse pensamento ignorante e extremamente desrespeitoso. A loucura, como diz a obra de Michel Foucault, é a escuridão completa e a “não obra”. Enfim, elevar os problemas pessoais (independente da sua origem) ao patamar de arte é um desrespeito – oi, te dou um analista? Com isso, não estou dizendo que execro, por exemplo, os escritores que usam a própria vida como base para os seus livros – e nem poderia, já que um dos meus escritores preferidos é o Henry Miller. O talento está justamente em saber lapidar a própria vida, de forma que ela alcance o status de obra. E, amigo, esse talento definitivamente não tem a ver com doença alguma.
“Levei 17 anos de carreira para fazer sucesso da noite para o dia”.