5 de Outubro de 2008

Mola 2008

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Saiu a programação.

16 de Setembro de 2008

Saudade

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Um coração tem tantas entradas quanto mais for. E vaza por tantas entradas quanto tiver.

10 de Setembro de 2008

O real

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Do lado de fora: o mundo e o desejo de desejo de desejo. Atrás das paredes de concreto do meu quarto: eu. Segura. Imersa nos ruídos do organismo; naqueles ruídos que me protegem do tempo que se impõe lá fora. Aqui não envelheço.

(…)

Então ele, com a faca na mão, se deu conta de que não poderia matar o que já estava, muito antes, morto.

1 de Setembro de 2008

Do caos ao caos

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(…) que a vida, meu bem, não é mesmo uma linha reta.

30 de Agosto de 2008

Mostra Livre de Artes 2008

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Estarei lá.

27 de Agosto de 2008

Rastros

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Metido naquele uniforme azul, entre pensamentos-pipa, o menino não faz idéia de que, um dia, não vai restar nada do imponente hotel em que ele trabalha para vencer o tempo.

27 de Agosto de 2008

Práxis

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“O Jornalista escreve para o esquecimento”.

23 de Agosto de 2008

Sobre o que nunca vai ser lido

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Nos primeiros minutos, a minha boca se deixava invadir sem vacilar, resistir ou sofrer. Depois, sufocada, passei a inspecionar cada milímetro de sua superfície à procura de uma costura, remendo ou fio solto, mas: nada – tratava-se de um inteiro. Girava, torcia, escorria… e parava abismada. Não tinha fim.

O infinito não passava de um encontro entre todos aqueles azuis; e para além deles não havia nada. O que eu esperava encontrar afinal? Mesmo completamente imersa e me debatendo, ainda tentava assimilar tudo aquilo. Precisava de uma explicação lógica para estar ali.

Desde o início, eu sabia: aqueles olhos não eram de areia. Mas não acreditei que o mar… conseguisse,

em suas sístoles e diástoles,
destrancar tantas portas
e se fazer presente.

17 de Agosto de 2008

Gaveta

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Um buraco imenso duas pedras cinco moleques atravessando a rua nenhum maço de cigarros quatro postes acesos uma infinidade de estrelas uma chamada em espera duas quadras cinco lances de escadas dois tacos soltos uma hora dois pratos dois copos quatro garfos nenhum beijo dois sapatos um vestido uma calça uma camiseta dois discos um comprimido nenhum sono.

Não estávamos sozinhos. As paredes do alojamento eram finas e permitiam que toda a sorte de barulho (e, portanto, de vida) invadisse o pequeno cômodo. Era compreensível que ele precisasse beber tanto para suportar aquilo. Em geral, as pessoas bebem para fugir da rotina; ele bebia para suportá-la.

No entanto, naquela noite, ele não parecia bêbado. Estranhei. De repente, começou a falar cadavezmaisrápido e embolar as plalavras: – Estamos sendo arrastados e vamos cair, vê? No entanto, sentia o meu corpo leve, como se pudesse voar pela janela e ganhar a rua; nela, os meus pés sentiriam o chão frio e, de novo, as pedras. Como algumas pessoas conseguiam passar por aquele caminho acidentado com tanta facilidade? Para ele, cada pedra usada para calçar aquelas ruas, aquelas mesmas ruas, era enorme.

A mistura de todas as cores era o negro afinal. E era apenas o negro que ele era capaz de enxergar – naquela situação e mesmo antes.

16 de Agosto de 2008

Viver a vida

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O londrino Ashley Revell, de 32 anos, decidiu vender tudo o que tinha – incluindo sua casa e as suas roupas – e apostar tudo em uma única rodada de roleta em um cassino de Las Vegas.

E eu aqui, deitada na cama, lendo e deixando o tempo passar.